Museu de Bangu

Archive for agosto, 2010

Fotos da paróquia Santa Cecília e São Sebastião

Fotos que fizeram parte da Exposição do jubileu de Ouro da paróquia Santa Cecília e São Sebastião. Diversos registros em épocas variadas.vitro-2005

 

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Inauguração da Exposição de fotos da Paróquia Santa Cecília e São Sebastião de Bangu

Exposição ocorrida no ano de 2008 em comemoração ao centenário da paróquia, no Shopping Bangu. dsc01377

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Inauguração da Exposição de fotos sobre os 105 anos do Bangu Atlético Clube.

Exposição realizada no Shopping Bangu no ano de 2009, organizada pelo Gremio Literário – Museu de Bangu.

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Inauguração da Exposição fotográfica da paróquia São Lourenço e Nsª. de Fátima

Estiveram presentes diversas personalidades com raízes em Bangu, além dos fiéis é claro. Aproveitamos a oportunidade  para agradecer aos moradores pelo empréstimo de fotos, que tanto abrilhantaram esta exposição.

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Datas e Curiosidades históricas.

Relatamos aqui, diversos fatos em ordem cronológica.

CURIOSIDADES SOBRE BANGU (parte 1)

 

 

1889QUE A COMPANHIA PROGRESSO INDUSTRIAL DO BRASIL – FÁBRICA DE TECIDOS BANGU, FOI CONSTITUÍDA NO DIA 06 DE FEVEREIRO DE 1889, 282 DIAS ANTES DA PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA DO BRASIL, EM 15 DE NOVEMBRO DE 1889.  

1889 O PRIMEIRO PRESIDENTE DA COMPANHIA PROGRESSO INDUSTRIAL DO BRASIL – FÁBRICA BANGU, FOI O COMENDADOR ESTEVÃO JOSÉ DA SILVA.

 1891 O 1º  APITO NA CHAMINÉ DA FÁBRICA BANGU, FOI DADO EM 12 DE FEVEREIRO DE 1891 , E QUE POR ESTE MOTIVO UMA RUA DE BANGU FOI HOMENAGEADA COM ESTE NOME: RUA 12 DE FEVEREIRO.

 1893QUE A FÁBRICA BANGU FOI INAUGURADA EM 08 DE MARÇO DE 1893.

1904 - O BANGU ATLÉTICO CLUBE FOI FUNDADO EM 17 DE ABRIL. 

1908 - FOI FUNDANA NO DIA DIA 08 DE SETEMBRO A PARÓQUIA DE SÃO SEBASTIÃO E SANTA CECÍLIA, LOCALIZADA NA PRAÇA DA FÉ EM BANGU, E COMPLETOU  100 ANOS EM 2008.

1909O PRESIDENTE DA REPÚBLICA NILO PEÇANHA VISITOU A FÁBRICA DE TECIDOS BANGU EM 23 DE OUTUBRO.

1933  -   O BANGU ATLÉTICO CLUBE FOI O 1 O CAMPEÃO CARIOCA DE FUTEBOL PROFISSIONAL, VENCENDO O FLUMINENSE F.C. NAS LARANJEIRAS POR 4X0 NO DIA 12 DE NOVEMBRO DE 1933.

1936 – A ESCOLA GETÚLIO VARGAS, AO LADO DA FÁBRICA BANGU, FOI INAUGURADA EM 05 DE JULHO DE 1936, E QUE NA SOLENIDADE DE ABERTURA CONTOU COM ILUSTRE PRESENÇA DO PRESIDENTE REPÚBLICA GETÚLIO VARGAS.

1937  -   EM 15 DE NOVEMBRO DE 1937 É FUNDADO O GRÊMIO RECREATIVO ESCOLA DE SAMBA UNIDOS DE BANGU, COM SEDE NO FINAL DA AV. CÔNEGO VASCONCELOS.

1938   -   EM 25 DE OUTUBRO DE 1938 É FUNDADA A LOJA MAÇÔNICA OLEGÁRIO MACIEL, SITUADA NA RUA SILVA CARDOSO,141 EM BANGU.

1947  -   FOI INAUGURADO O ESTÁDIO PROLETÁRIO GUILHERME DA SILVEIRA FILHO, NOVA SEDE ESPORTIVA DO BANGU ATLÉTICO CLUBE.

1948   - O  PRESIDENTE DA REPÚBLICA EURICO GASPAR DUTRA VISITOU A FÁBRICA BANGU EM 20 DE JANEIRO.

1949   -  EM 22 DE SETEMBRO DE 1949, É FUNDADA A OBRA DE ASSISTÊNCIA À INFANCIA DE BANGU, IDEALIZADA PELO SAUDOSO DR. ANTÔNIO GONÇALVES DA SILVA.

1961 -   A INSTITUIÇÃO AÇÃO CRISTÃ VICENTE MORETTI, LOCALIZADA À RUA MARAVILHA,308 EM BANGU, FOI FUNDADA EM 24 DE JUNHO DE 1961 E QUE SEU IDEALIZADOR E 1 O PRESIDENTE FOI O SR. AURINO COSTA.

1961 -   NO DIA 22 DE NOVEMBRO DE 1961 (DIA DE SANTA CECÍLIA), FOI INAUGURADA A XVII REGIÃO ADMINISTRATIVA – BANGU, SENDO SEU 1 O ADMINISTRADOR DR. ANTONIO BARCELLOS NETO, E QUE NA SOLENIDADE TIVEMOS A ILUSTRE PRESENÇA DO GOVERANADOR DO ESTADO DA GUANABARA CARLOS LACERDA.

1961  - O BANGU CAMPESTRE CLUBE FOI FUNDADO EM 15 DE NOVEMBRO DE 1961, LOCALIZADO NA ESTRADA GUANDU DO SENA.

1966  - O BANGU ATLÉTICO CLUBE FOI CAMPEÃO CARIOCA DE FUTEBOL, GANHANDO DO FLAMENGO NA FINAL DE 18 DE DEZEMBRO DE 1966, NO ESTÁDIO DO MARACANÃ PELO PLACAR DE 3X0.

 1967  -   O ROTARY CLUBE BANGU, FOI FUNDADO EM 06 DE MAIO DE 1967, SENDO SEU 1 O PRESIDENTE O SR. PEDRO TAYAR.

1968 – A ACERB – ASSOCIAÇÃO COMERCIAL E EMPRESARIAL DA REGIÃO DE BANGU, FOI FUNDADA EM 14 DE FEVEREIRO DE 1968 E  EM 2008 COMPLETOU 40 ANOS.  

1969   -  O LIONS CLUBE RIO DE JANEIRO BANGU, FOI FUNDADO EM 15 DE OUTUBRO DE 1969, SENDO SEU 1 O PRESIDENTE O SR. NILMAR ABREU FONSECA.

 1994 -  O GRÊMIO LITERÁRIO JOSÉ MAURO DE VASCONCELOS – CENTRO CULTURAL DA REGIÃO DE BANGU, FOI INAUGURADO EM 24 DE MAIO.

2007 -  O BANGU SHOPPING FOI INAUGURADO EM 30 DE OUTUBRO DE 2007.

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Fotos da paróquia São Lourenço e NSª. de Fátima

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Exposição realizada por nós contando os 50 anos da paróquia.

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O Futebol em Bangu

Os times do Bangu em diversos anos. Fotos que fizeram parte da exposição fotografica, contando a história do Bangu Atlético Clube.

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Fotos de Bangu em diversas épocas.

Fábrica Bangu - Entrada PrincipalDiversas fotos de Bangu, em Diferentes Épocas . Fotos da Fábrica de Tecidos, fotos da Igreja Santa Cecília e São Sebastião, fotos da vila operária em inspiradas moradias Inglesa , com um Intenção de deixar Os operários Instalar vieram que aqui trabalhar e , em hum Ambiente aconchegante e Bem parecido com uma terra natal . ( Todas Desta galeria de fotos podem Ser adquiridas em Nossa Sede , Na forma de simples copia Cartão postal ou. )

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Biografia de José Mauro de Vasconcelos

A Biografia de JOSÉ MAURO DE VASCONCELOS

Patrono do GRÊMIO LITERÁRIO JOSÉ MAURO DE VASCONCELOS – CENTRO CULTURAL DA REGIÃO DE BANGU – MUSEU DE BANGU 

                                                       

José Mauro de Vasconcelos

 

A denominação Grêmio Literário José Mauro de Vasconcelos é, ao mesmo tempo, homenagem a sociedade congênere que funcionou em Bangu no período de 1907 a 1939, inicialmente com o nome de Grêmio Philomático (1907 / 1925) e depois de Grêmio Literário Rui Barbosa (1925 / 1939) e ao consagrado romancista José Mauro de Vasconcelos.

José Mauro de Vasconcelos nasceu em Bangu, bairro do Rio de Janeiro, a 26 de Fevereiro de 1920. Filho de Estefânia de Vasconcelos e de Paulo de Vasconcelos. Iniciou os estudos na Escola Martins Júnior em Bangu. Filho de família muito pobre, a ponto de ainda menino, ter de viver com os tios em Natal no Estado do Rio Grande do Norte. Aos nove anos, aprendeu a nadar e, com grande prazer, lembra dos seus treinos de natação nas águas do Potengi, dos sonhos de ser campeão. Ainda em Natal, fez dois anos do Curso de Medicina.

Novos sonhos e uma maleta de papelão eram a bagagem do jovem que voltou ao Rio, num velho cargueiro. O primeiro emprego foi de treinador de peso-pena, quando 100 cruzeiros pôr luta eram o limite entre uma vida difícil e a fome. Virou estátua em 1941, no monumento à juventude do jardim do Ministério da Educação, no Rio. José Mauro era modelo da Escola Nacional de Belas Artes e acabou esculpido por Bruno Giorgi.

De carregador de bananas numa fazenda do litoral do Estado do Rio de Janeiro a garçom de boate em São Paulo, José Mauro percorreu distâncias e empregos em quantidade, no aprendizado de vida que parece essencial a certo tipo de escritores. Outra experiência foi uma bolsa de estudos na Espanha, limitada a uma semana pelo estudante, que não agüentou a vida acadêmica e preferiu correr a Europa. A atividade mais importante foi a que exerceu junto aos irmãos Villas-Boas, varando rios em plena região do Araguaia, conhecendo o ambiente hostil e lutando pelos índios.

Estava amadurecido o homem José Mauro de Vasconcelos. O resultado disso foi seu livro de estréia, “Banana Brava”, de 1942. Nele reflete o mundo dos homens sem piedade dos garimpos onde viceja e jamais frutifica a Banana Brava; o livro simplesmente não aconteceu na época apesar de algumas críticas favoráveis. Depois veio “Barro Blanco”, em 1945.

                                                             Barro Blanco 

          Essa estória das salinas de Macau, no Rio Grande do Norte, conseguiu para José Mauro um grande sucesso de crítica. O livro seguinte foi “Longe da Terra” em 1949, marcando a volta do escritor ao sertão (“Difícil encontrarmos um livro que nos ofereça de maneira tão natural a embriaguez da terra” disse o crítico Herculano Pires). Depois de “Vazante” em 1951, vieram “Arara Vermelha” em 1953 e “Arraia de Fogo” de 1955. Para escrever o livro de 1953, percorreu cerca de 250 léguas no sertão bruto.       

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            “Rosinha, Minha Canoa”, de 1962, marcou o primeiro sucesso da literatura de José Mauro. Recebeu elogios como o de Abdias Lima. “A narrativa, com sua trama que corre como um rio, sem truques e artifícios literários , as personagens, com seu palavreado típico, fazem de “Rosinha, Minha Canoa”, uma grande estória nacional.

Rosinha, Minha Canoa

                                               A imprensa já procurava o escritor em ascensão e perguntava sobre suas preferências literárias ( “Graciliano Ramos, Zé Lins do Rego”), sobre seu modo de escrever (“Escrevo meus livros em pouco dias. Mas passo anos ruminando idéias. Escrevo tudo a máquina. Faço um capítulo inteiro e depois é que releio o que escrevi. Escrevo a qualquer hora, de dia ou de noite. Quando estou escrevendo entro em transe. Só paro de bater nas teclas da máquina quando os dedos doem. Só aí percebo quanto trabalhei. Sou um cara capaz de varar dias escrevendo até a exaustão”).

“Doidão” em 1963conta a adolescência do escritor em Natal, claro que de forma romanceada. “O Garanhão das Praias” de 1964, com sua ação altamente dramática, é bem diferente de “Coração de Vidro” também de 1964, um livro de fábulas em que os animais ganham dimensão humana e lírica. De 1966 é “As Confissões de Frei Abóbora”, obra que antecedeu o grande sucesso do escritor, “O Meu Pé de Laranja Lima”.

   

                                                       “O Meu Pé de Laranja Lima” saiu em doze dias. (“Porém estava dentro de mim há anos, há vinte anos”), diz José Mauro. E o livro de 1968, conquistou os leitores brasileiros do Amazonas ao Rio Grande do Sul, quebrando todos os recordes de vendagem.

A crítica também se entusiasmou com a obra e não faltaram elogios: “Qualquer pessoa de sensibilidade que leia esse livro de José Mauro de Vasconcelos se projeta na figurinha de Zezé…”- Ivone Borges Botelho; “Recomendo a todos a leitura de “O Meu Pé de Laranja Lima” e dos outros romances de José Mauro de Vasconcelos, cuja obra está exigindo estudos mais longos, pois é um dos bons narradores que o Brasil já teve em qualquer tempo”- Antonio Olintho; “O Meu Pé de Laranja Lima” é um documentário social e um estudo psicológico, que soa como uma canção,

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onde há intensa realidade e, pôr isso mesmo, ternura e amor. – Euclides Marques Andrade.

Dizia o escritor, na época: “Tenho um público que vai dos 6 aos 93 anos. Não só aqui no Rio de Janeiro ou em São Paulo, mas em todo o Brasil. Meu livro “Rosinha, Minha Canoa” é utilizado em curso de Português na Sorbonne, em Paris.

As traduções no estrangeiro se multiplicaram. “O Meu Pé de Laranja Lima” saiu na Áustria, Alemanha, Estados Unidos, Inglaterra, Japão Argentina, Itália, Holanda, China e França. “Barro Blanco” tem edições húngara alemã, “Arara Vermelha” foi publicado na Áustria e na Alemanha e o será brevemente na Holanda. Em preparo, a edição de “Arraia de Fogo” na Hungria. Os direitos de “Meu Pé de Laranja Lima” também estão sendo negociados na Dinamarca, Finlândia e Tchecoslováquia. Em preparo, estão as seguintes edições de “O Meu Pé de Laranja Lima”: norueguesa, sueca e polonesa.

Os livros de José Mauro mereceram a atenção de professores que os levaram para seus alunos. Adotados em inúmeros colégios do país inteiro, servem hoje de texto para as aulas de Português de milhares de crianças e jovens. O mesmo ocorre na Argentina, notadamente com “O Meu Pé de Laranja Lima”.

O fator básico do sucesso de José Mauro é sua facilidade de comunicação com o público, o que se confirmou nos livros posteriores, “Rua Descalça” de 1969, ‘O Palácio Japonês” de 1969, “Farinha Órfã” de 1970, “Chuva Criola” de 1972, “O Veleiro de Cristal” em 1973, “Vamos Aquecer o Sol” de 1974 e “A Ceia” em 1975. Depois vieram “O Menino Invisível” em 1978 e “Kuryala: Capitão e Carajá” em 1979.

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José Mauro de Vasconcelos sempre explicou a característica do seus livros: – “O que atrai meu público deve ser a minha simplicidade. A minha linguagem regional está numa atitude compreensiva. Os meus personagens falam linguagem regional. O povo é simples como eu. Como já disse, não tenho nada da aparência de escritor. É a minha personalidade que está se expressando na literatura, o meu próprio “eu”.

Além, de escritor José Mauro de Vasconcelos foi artista plástico, ator de teatro e de televisão. Ganhou prêmios como coadjuvante em “Carteira Modelo 19” e como ator em “A Ilha” e “Mulheres e Milhões”. Fez ainda “Fronteira do Inferno”, “Floradas na Serra”, “Canto do Mar” (deste escreveu o roteiro). Seus livros “Vazante”, “Arara Vermelha”, “Rua Descalça”, “As Confissões de Frei Abóbora” e “O Meu Pé de Laranja Lima” foram filmados. O último foi um grande sucesso de bilheteria.

Escritor de sucesso, homem simples, artista cuja sensibilidade se exerceu em várias áreas, José Mauro de Vasconcelos foi um dos autores mais famosos em nosso tempo.

Vale ressaltar que “O Meu Pé de Laranja Lima” também foi novela em televisão e enredo do G.R.E.S. Mocidade Independente de Padre Miguel.

             Letra do Samba Enredeo de 1970     Capa do Long Play - Meu pé de Laranja Lima

José Mauro de Vasconcelos, Patrono desta Entidade faleceu em São Paulo a 24 de Julho de 1984.

                           

 josé M. de Vasconcelos autografando um de seus livros

Fonte: Edições Melhoramentos e Grêmio Literário José Mauro de Vasconcelos.

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História Regional

Entrada Principal da fábrica Bangu.

 Fábrica Bangu - Entrada Principal

O período de nossa história, que ocorre entre 1870 e 1914, é marcado por impulsos significativos nos domínios políticos, econômico, social, cultural, esportivo e tecnológico. O país , como um todo, tornava realidade anseios longamente perseguidos; incorporava inovações e tecnologias, porém, apesar das aparências, fortalecia os elementos constituidores de sua identidade cultural. A mudança do regime é de 1889, a escravatura é de 88, a Academia de Letras, de 1896, o futebol , de 1902, DIREITO OPERÁRIO, livro de Evaristo de MORAES, de 1905, a energia elétrica de origem hidráulica, no Rio, de 1907.

A era da Indústria Têxtil

“Das 38 indústrias supramencionadas, a da tecelagem é, com grande diferença, a mais importante: nela absorve mais de 40% do capital e 23% do pessoal empregado em todas as indústrias, assim como representa mais de 23% do valor de produção total” (dados de 1907 de valiosa publicação).

Fabricavam tecidos de variados tipos, no Rio:

Companhia de Fiação e Tecidos Aliança, 1880;

Companhia de Fiação e Tecidos Confiança Industrial, 1885 – Vila Isabel;

Companhia de Fiação e Tecelagem Carioca, 1886 – Jardim Botânico;

Companhia Progresso Industrial do Brasil, 1889 – Bangu;

Fábrica de Fiação de Tecidos Corcovado, 1894;

Fábrica Aurora, 1895 (Niterói); 1901 (Rua Real Grandeza);

Companhia Tijuca, 1900;

Companhia de Tecidos de Linho, 1906 – Sapopemba (Deodoro);

Fábrica de Tecidos Botafogo, 1907 – Botafogo e Andaraí.

A lista não se esgota a relação do estabelecimentos fabris da época.

A indústria têxtil abre espetacular capítulo na História da Economia Nacional.

Estilo Arquitetônico Vitorioso.

Instalaram-se as novas fábricas em pontos remotos da cidade em grandes espaços e em regiões bem servidas de águas. Para ajustarem-se as necessidades da indústria, construíram edifícios adequados a todas as etapas de produção. As novas unidades arquitetônicas, à espera de estudos e preservação, por suas proporções matérias e estilo, deram colorido novo a antiga cidade. Tudo indica, pela presença de ingleses na maioria dos estabelecimentos, ou pela influência de Manchester nesta atividade industrial, que nestas edições identificaram-se traços da cultura da Inglaterra.

A cor local dada a estas construções, contudo, cedo foi aproveitada pelas novas presas fabris de Lancanshire. Exportamos o modelo de blocos industriais de um só pavimento.

Pelas fotografias que temos à vista, era conjuntos arquitetônicos volumosos, espalhados por várias áreas, como são os casos da Fábrica Bangu, e da Fábrica Confiança, aproveitada recentemente, pelo supermercado “Boulevard”.

Lutas e conquista operárias.

Quando a instalação destas indústrias no Brasil, as lutas e conquistas operária estavam por parte de alguns dos novos industriais, e com a força das agremiações em que se estruturavam.

Na destas indústrias, em virtude de uma ou outra razão, ou por ambas, registra-se a existência de conjuntos habitacionais, escolas, creches, clubes, serviços médicos, etc.

O comportamento assistencial da indústria têxtil para com seus operários influenciou no equacionamento dos problemas naturais do relacionamento do capital e trabalho, pelo menos nos grandes centros.

Bangu Atlético Clube

O Prédio-sede do Bangu Atlético Clube.

A sede atual do Bangu ATLÉTICO Clube foi o prédio construído pela Companhia Progresso Industrial do Brasil, designado então Casino, para recreio de seus operários e para os que dedicavam “A arte dramática” e a música.

Nela funcionaram banda de 40 figuras e biblioteca. A diretoria do Casino inicialmente composta de três pessoas e de igual numero para o Conselho Fiscal.

O estado atual do edifício.

O prédio considerado a época de sua construção, 1906, portanto já com 101 anos, é amplo, tem dois pavimentos, foi construído com materiais nobres e com preocupação de aproveitar ao máximo a luminosidade natural e a ventilação.

A fachada tem , em sua simplicidade, certa imponência, e o acesso ao prédio faz-se por três largas entradas entradas ligadas ao salão nobre, que tem no fundo o palco relativamente extenso, próprio para admitir espetáculos de variados tipos, como os cênicos e musicais. Ladeando o salão nobre, usado também para festividades dançantes, sobem colunas de ferro, que se juntam em sua entrada, para dar suportes as partes laterais do segundo pavimento, em forma de balcões das casas de espetáculos. Este meio segundo pavimento é servido por expressiva quantidade de janelas e, do centro do edifício, coincidindo com o meio do salão, o iluminado candelabro.

O prédio era coberto de telhas de marselhas, suas paredes exteriores são de tijolos aparente, com todas as construções da fabrica, o seu assoalho foi de pinho de Riga.

Tanto em seu rico, como materiais , harmonizam-se a graça, a leveza e a sobriedade.

E certo que nestes anos de existência, o prédio, como acontece recentemente, vem sofrendo pequenas alterações que , embora feitas com a melhor das intenções, não impossibilitam restauração que o faça retornar a seus elementos singulares originais, tarefa que não será difícil pra a um arquiteto que se disponha a estudá-lo convenientemente.

Memória a ser preservada.

E O ANTIGO Casino de 1906 e atual sede do Bangu Atlético Club inequívoca relíquia de nossa comunidade, desconhecido testemunho de movimento industrial que rompeu uma das amarras de subordinação da economia do país, e documento indicador das novas relações entre empresas e operários. Por isso mesmo, o edifício-sede do Bangu Atlético Club, antigo Casino dos operários da Companhia Progresso Industrial do Brasil, é memória a ser carinhosamente preservada.

Textos e foto: Acervo do Grêmio Literário Jose Mauro de Vasconcelos – Rua Silva Cardoso, 349-A – Bangu-RJ – Tel.: 3331-0025.

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